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near death experiences

Leonardo | 03 Junho, 2008 10:50


A emoção da morte está nos olhos de quem vê? Quem morre será que se emociona sempre? Acho que só há um jeito de descobrir e não há como agendar consulta... Quem fica sofre a perda, emoção da qual sou íntimo, mas morte também é pragmática e pateticamente banal. Daí a questão: a própria morte será emocional ou pragmática?

 

Comecei a recordar minhas near death experiences, ou seja, os momentos em que quase "bati as botas". Não me refiro a estas supostas experiências transcendentais, out-of-the-body, do tipo "...vi a mim mesmo na mesa de cirurgia..." :S, mas a eventos nos quais houve uma chance real de ter morrido. Lá vai:

  • Acho que com 5 anos de idade (um dia após meu aniversário) caí do topo do beliche, de costas, e bati direto com minha cabeça no chão. Pode não parecer muito, mas experimente mergulhar de cabeça no chão de uma altura quatro vezes superior à sua. Se sobreviver, me conte.
  • Com 7 anos, internado no hospital por crise aguda de bronquite asmática, sofri choque anafilático por reação alérgica a um medicamento intravenoso.
  • Com 8 ou 9 anos, viajando de ônibus de Belo Horizonte para o Rio de Janeiro com minha mãe e irmã, o ônibus saiu da estrada, capotou e desceu colina abaixo batendo em pedras e árvores até parar.
  • Aos 17, bati com minha moto de frente, a mais de 90 Km/h.
  • Aos 18, quase morro afogado no meu próprio vômito! Yuck! Em um pós-operatório, o vômito saiu pelo esôfago e voltou pela traquéia.
  • Aos 30, passando por um terremoto de 47 segundos que atingiu 8.3 na escala Richter, sendo arremessado de um lado para o outro no 13º andar de um prédio (Princípio de Archimedes).
  • Eu, o rei da diarréia, aos 35, pela primeira vez senti a vida se esvair de mim quando culminada com sleep deprivation, longo esforço físico e stress emocional. Morrer de desidratação à esta idade teria sido o fim da picada!!

 

Talvez tenha havido mais, mas não me lembro. Morte que nos rodeia, que assombra uns, acalma outros... que é nossa única certeza. Morte emoção, morte fisiologia. Já carreguei gente morta nos braços, já fechei caixão, já enterrei (por assim dizer) até gente viva.

 

Morte, morte, morte, para mim és libertação, da qual pelo visto ainda não fiz jus. Morte, minha bela e irrefutável amiga, quando vieres, serás bem-vinda. Enquanto não véns, te desdenho.

 

 
[Responder]

Malucoooo!

Quanta coisa! Quanto susto!!

Não gosto de pensar na morte, não. Tenho tentado entender e acreditar que tem muito chão pela frente!

Vc nunca teve nenhuma experiência que te fizesse acreditar na vida, depois da morte?

Ana | 05/06/2008, 22:01

 
[Responder]

A própria morte é pragmática, com certeza. Mas no videogame é emocional. Fica-se com raiva, aperta-se reset e começa-se tudo de novo!

Denis | 10/06/2008, 11:22

 
rumrumrumrum [Responder]

nossa leo, tenho uma leve atração pela morte, mas acho que ainda não estive tão perto da morte (aliás is leo a real felino:), será que aqundo eu estiver ela não me deixara passar:
me fez lembrar a canção de raul, que gosto...morte morte morte que talvez seja o sentido dessa vida! beijo

tita | 07/07/2008, 16:01

 
rumrumrumrum [Responder]

nossa leo, tenho uma leve atração pela morte, mas acho que ainda não estive tão perto da morte (aliás is leo a real felino:), será que aqundo eu estiver ela não me deixara passar:
me fez lembrar a canção de raul, que gosto...morte morte morte que talvez seja o sentido dessa vida! beijo

tita | 07/07/2008, 16:03

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