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Antes que me perguntem, não, eu não assisti este filme nem pretendo. O caso é que dia desses, surfando nos canais da TV, dei de cara com uma série da abc chamada "Basic Instincts" que é muito bem resumida pelo slogan da própria emissora: "'Primetime' Re-Creates a Famous Experiment to Understand How Ordinary People Can Perform Unthinkable Acts". Os caras realizam verdadeiros experimentos sociais utilizando atores e câmeras escondidas para analisar como as pessoas reagem mediante situações específicas como por exemplo o que você faria se visse um bêbado tentando entrar no carro para dirigir, ou qual seria sua reação se ao sacar dinheiro no Banco, o caixa lhe desse US$100,00 a mais... coisas do tipo. Como minha média de TV semanal não passa de 4 horas, só peguei os últimos 5 minutos do episódio, mesmo assim interessante.
Eis a situação: Um casal em um banco de praça. Ele quieto, absolutamente calado tentando ler o jornal. Ela totalmente histérica, aos berros, xingando o parceiro dos pés à cabeça, dando tapas, soquinhos de mulher e batendo com uma revista enrolada de vez em quando (com força!). O rapaz ficava sem abrir a boca, sem revidar, tentando ler o jornal, apenas se enconlhendo à cada pancada mais forte. A situação era inusitada! A mulher, diante da falta de reação do parceiro, ficava ainda mais irritada e o xingava de frouxo, dizendo que nem para reagir ele prestava. Os atores eram bastante convincentes. Eu mesmo se presenciasse a cena a daria por verídica.
Neste cenário o programa filmou a reação de 103 grupos de pessoas que passaram pelo casal. Alguns dos transeuntes foram entrevistados em seguida. O resultado foi diverso em caretas, risinhos, assombros e até mulheres comemorando a atitude da "companheira". A unanimidade ficou por conta da mais absoluta complacência para com a violência física e verbal inflingida ao homem por uma mulher. Dentre os entrevistados havia um consenso de que se o rapaz estava "levando" era porque "com certeza" havia feito algo errado e merecia, mas que se fosse o contrário, um homem abusando de uma mulher, todos eles teriam chamado a polícia. Para sorte do programa, um dos entrevistados, que havia feito careta cômica do tipo "hihihi... tá levando, né fio?!?!" era um policial fazendo jogging. Quando perguntado porque não havia feito nada para defender o rapaz, soltou a resposta machista de que homem tem a obrigação de saber se defender, especialmente de uma mulher. Mas o repórter não deixou por menos e indagou se por juramento da profissão não era a obrigação dele intervir. Se ele teria agido da mesma forma se fosse a mulher a agredida. Diante de outra resposta óbvia o repórter perguntou: "Então a Lei é sexista???" O policial sorriu e continuou com seu jogging...

Finalmente, um grupo de mulheres, achando a situação cômica, decidiu sentar-se em um banco próximo para assistir o desfecho da cena. Os atores, vendo que agora tinham platéia fixa, continuaram a escalar o conflito até que uma das mulheres finalmente foi até eles e perguntou se estava tudo bem, se precisavam de ajuda. A mulher do casal disse que estava tudo bem e assim que a outra deu as costas, voltou com carga total contra o parceiro. Depois de mais alguns minutos, quando a coisa já estava virando pancadaria (e o rapaz lá, mudo, quieto) uma das mulheres pegou o celular e ligou para a polícia. O programa apresentou a gravação da chamada e nela a denunciante dizia que havia "um casal brigando na praça". Absurdo!! Nem para relatar a verdade! Se bem que se ela dissesse que uma mulher estava abusando de um homem verbal e fisicamente, seria bem capaz da operadora da polícia achar que era trote...
Parabéns, mulherada!! More power to you!
Eu creio que não me envolveria. E, na verdade, se fosse um homem dando "tapinhas e soquinhos de mulher" em uma mulher, também não.
Entretanto, se a mulher desse um soco no cara daqueles de deixar olho roxo e quebrar ossos, eu chamava a polícia na hora, e tentava afastar um do outro - tal como faria se a situação fosse inversa.
Ou seja, onde está o limite? Não no sexismo, mas na natureza da violência física. Não é o gênero agressor ou agredido, mas a natureza e intensidade da agressão.
Acontece que o homem é frequentemente mais violento que a mulher em "altercações físicas", ao menos na sociedade ocidental, o que acaba derivando o tipo de comportamento observado nessa "experiência" (coloco entre aspas porque não tem fins nem métodos científicos). Talvez seja simplesmente a constatação consciente ou inconsciente de que a maneira como os gêneros vêem ou exercitam a violência é diferente, por suas diferenças biológicas e psicológicas. E isso porque homem não é igual a mulher, mas equivalente e complementar --- mas isso é pra outra conversa. ![]()
O problema, Roberto, é que Lei é para todos. Não deveria ser necessário ter que confiar na capacidade subjetiva de ninguém, muito menos de um agente da justiça, para se determinar se alguém merece ou não ser acudido, se precisa ou não de ajuda, se é ou não capaz de se defender baseado nas aparências. E mesmo se uma vítima é capaz de se defender ela deixa de ser vítima???? I don't think so...
E a violência/abuso verbal? Não conta? Humilhação pública, o denegrir de uma imagem/status pessoal não vale nada???
Você pergunta onde está o limite e eu respondo: o limite está na Lei! Somos animais que escolheram viver como seres sociais e para tanto criamos regras de convivência e estas regras (Leis) são para ambos os gêneros sem distinção. Ou quer dizer que um homem assassinar uma mulher ou vice-versa, o
tratamento deve ser o mesmo mas se um homem der um tapa na cara de uma mulher deve arcar com ônus legal de sua ação, mas se uma mulher der um tapa na cara de um homem, tudo bem??
Você não precisa me dizer absolutamente nada sobre as diferenças fisiológicas e psico-sociais entre homens e mulheres e como eles deveriam ser complementares. Você e a maioria dos leitores deste blog sabem o quanto acho um monte de argumentos "politicamente corretos" de igualdade um monte de meleca e quanto já paguei por isso, o quanto já queimaram a língua sobre mim. O ponto é que em se tratando de violência, o denominador deveria ser comum e não é! Também neste ponto o poder da bucetinha fala mais alto... ![]()
Abraço!
Leonardo | 25/01/2007, 16:43
eu já vi cenas reais assim. uma vez estava esperando o conserto de meu carro, e na mesma sala havia um casal. ela xingava o cara o tempo todo, dava soquinhos e tapinhas no ombro e braço dele, até beliscões (se alguém me belisca, eu desço o cacete, simplesmente não admito). chamava de frouxo, de corno, de burro, de tudo. e ele ali, olhando televisão com cara de "ai, meu saco". para mim foi constrangedor, mas não foi a primeira vez.
vc já sabe o que eu penso sobre pussy power (por favor, "poder da bucetinha" é de amargar). acho um abuso, visto como natural por quase todo mundo. se o cara vira e senta a mão, está sendo violento. se a garota estapeia, está apenas nervosa. bullshit.
marcia | 25/01/2007, 17:34
e piu! ![]()
Putz, Léo!
Complicado, isto!
Não entendo como uma mulher pode apanhar pela primeira vez, muito menos pela segunda!
E, neste caso que vc relata, provavelmente as pessoas não tomaram nenhuma atitude, porque o rapaz não se movia, não ia embora, não fazia nada... Acho que era tudo tão inusitado que as pessoas se limitavam a observar...
Muito maluco!
Ahhhh!
Reajo igualzinho a Pinta! Odeio que alguém me cutuque ou me bilisque, mesmo que seja de brincadeira ou pra chamar a atenção! Fico "P"!!
Ana | 26/01/2007, 11:21
Sintonia!
Tava comentando aqui e vc no Roccana, exatamente no mesmo bat-horário!
Voltei pra dizer que ficou super a foto nova! É teu pc? Muito show!
(Apaga o coment anterior, plissss, que me dá aflição trocar uma letra desse jeito!)
Ana | 26/01/2007, 11:30
Léo, não existe uma lei objetiva. Isso porque toda lei deve ser interpretada, levando-se em consideração o bem social a que se destina. Uma lei perfeitamente objetiva (se tal coisa existisse) seria estúpida e inumana - idéia que só é reforçada pela quantidade de coisas que são legais mas imorais, como também pelas que são ilegais, mas morais. Achar que a lei resolve problemas como esse e qualquer outro é ser simplista - até porque ninguém faz leis objetivamente; leis também são subjetivas. Nem vou me estender no assunto, porque dá "pano pra manga", por assim dizer.
Denominador comum é um erro quando aplicado no que não é comum; e "nivelar por baixo" é fonte de problemas, não de soluções - como você certamente sabe. Como achar um denominador comum em meio a "infinita diversidade, infinitas combinações"?
Entretanto, se a lei objetiva não é solução, a falta da lei menos ainda. A solução definitiva continua sendo uma só, que nenhum de nós poderia testemunhar, já que estaríamos todos mortos. ![]()
Ei Aninha,
Somos três! Não suporto o tal do beliscão!!! E sim, a foto é do meu cantinho...
Beijo,
Leonardo | 26/01/2007, 12:17
Roberto,
Pare de bater punheta cerebral!! O caso é simples e direto e deve ser tratado como tal. Para tudo em todos os indivíduos deste planeta existe o interno e o externo e o que é assimilado, vivenciado, presenciado é internalizado e por isso sujeito à interpretações individuais. Tudo é sujeito à interpretações individuais, inclusive as Leis.
Se você acha que estou nivelando por baixo, é sua internalização (hehehe!!). Para mim, seu discurso em face a um caso tão simples, tão único e exclusivo, ocorrido e que portanto deve ser analisado face às Leis (estúpidas ou não!) dos Estados Unidos da América no ano de 2006. E pronto! Daí o que a moça fez é crime. Ponto final! Não estou questionando se é imoral, justo ou o escambáu. Não estou filosofando sobre a complexidade da humaninade, que como você disse, daria pano prá manga. Honestamente acho o seu discurso, perante a situação examinada meio seboso, que na prática não leva a lugar nenhum... Deste jeito poderíamos passar horas sentados num banco de praça discutindo o tema enquanto um casal se esbofeteia no banco ao lado.
Os pontos são:
1) nos USA abuso físico e verbal é crime;
2) o experimentos social (que jamais chamei de científico!) provou que a Lei (e as reações das pessoas) foi sexista naquele caso específico;
3) o pussy power está em todo lugar. ![]()
Abraço,
Leonardo | 26/01/2007, 12:31
Roberto, btw, "sentiu o drama" dos encapuzados encima da mesma?!?! ![]()
É o seu X-52, ou alguma outra coisa?
E você têm usado, ou ele tá lá só pra enfeite? ![]()
Aliás, esse aí é seu "setup de renderização" de ontem? Vem mais zumbi por aí? ![]()
Que mané X-52 que o quê!!!
São 18 kilinhos de pura travessura... ![]()

Hoje eu estou máu feito um pica-páu!!!![]()
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PS. Não vem mais zumbi, não... mas estou tentando colocar este novo e parco conhecimento em algum uso produtivo. Novidades no decorrer do ano! ![]()
PPS. Criança é phoooda!
Leonardo | 26/01/2007, 13:39
Uau!!!
Bom, eu vou me contentando com meu Top Gun Afterburner II mesmo. Que, por sinal, é um excelente joystick; não é HOTAS, mas dá bem pro gasto. ![]()
Melhor ter um stick simples e usar do que ter uma incrementado e não usar... ôpa!!! isso aqui ficou bem pornográfico!!!!!!!!! ![]()
hahahhhahahahahhahhahahhahaa!!!!
Oi Leo! da tempo, que não deixo um comentário , aqui ; (
Concordo completamente com você, o que à moça fez é crime e PONTO. Eu com certeza chamaria à policia e diria que um rapaz estava sendo agredido violentamente, com certeza eu não suportaria ver tal cena, pois não gosto nem quando uma dona grita alto com um homem, nem vice versa, acho ridículo! Também, não suporto beliscão, nem de brincadeira!!!!!
Quantos brinquedinhos na mesa(foto)!!!!!! Puro divertimento!
Marta | 29/01/2007, 14:39
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