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papai e mamãe

Leonardo | 19 Agosto, 2006 00:00


Hoje, dia 19, completa-se 24 anos do falecimento do meu pai, Sr. Alício, ou 'Seu' Alício como era respeitosamente (e às vezes, temerosamente) chamado por todos. Agosto é mesmo o mês da saudade, de um certo desgosto, um certo amargor. Três dias mais e meu pai teria completado 80 anos e aquela semana de 1982 que seria um período de muita alegria e celebração acabou virando minha primeira dose, aos treze anos de idade, de tristeza profunda e irreparável. Dia 22 seria o aniversário de meu pai e dia 27 de minha mãe.

Meu pai era destes "cabras machos" que morria e matava para manter sua palavra, literalmente. Se dele herdei uma certa intransigência que minha mãe (e a vida) amainou com o tempo, herdei também a firmeza de caráter, a honestidade, a força para persistir e capacidade de abnegação. Se os anos que tive com meu pai foram poucos, sua influência em minha vida foi imensurável e se hoje ela, a vida, ainda é difícil, ainda é sofrida, não tem problema, não! Como dizia 'Seu Alício', "tudo bem..."

 
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O tempo vai passando e as pessoas vão nos deixando. Fica a lembrança, a saudade, algo por dizer.
Trago aqui a minha admiração e respeito pelos meus tios e padrinhos de casamento.

Abraços.

Jc Rincon | 20/08/2006, 21:44

 
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Zé,

Que surpresa boa! Obrigado pelas palavras e pela presença.

Um abraço a todos aí e volte sempre!

Leonardo | 20/08/2006, 22:09

 
Lembranças [Responder]

Acho que não sou exceção: to numa fase que sempre me emociono com as histórias de pais e de mães, sejam os meus, sejam os dos amigos, quaisquer pais ou mães. Falar deles é falar de nascer e crescer e aí vem a imagem do mundo e de como os anos se passaram e o que aconteceu e está acontecendo com tudo o que está ao redor. Vem também imagens da história toda da família da gente, a infância e tudo o que vem depois misturado com esse cenário, com os momentos alegres e tristes, a memória, a saudade, alguma melancolia. Vem ainda uma energia boa no peito, uma sensação de que tudo o que parece ter ido na verdade não se foi, mas veio pra cá, pro coração, onde continua, permanece, quente, feito um sol pequenino. Vá onde eu for sinto meus queridos em mim, em algum lugar imenso aqui por dentro. Confesso que dá até medo, tão forte que é a impressão.
Obrigado por partilhar suas lembranças aqui, Leonardo. Quero qualquer dia destes poder fazer o mesmo com as minhas.

Felipe | 20/08/2006, 22:41

 
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Faça sim Felipe! Ajudar a lavar a alma..

Abraço,

Leonardo | 20/08/2006, 23:19

 
Saudade... [Responder]

Que bom reconhecer em ti as qualidades e até a intransigência do teu pai...
É bem assim: a gente se vê nos pais e depois nos filhos, neste misterioso caminho da genética, ou da convivência, ou do amor.
Bom lembrar. Doce e triste.
Carinho imenso que conforta e faz bem pro coração.

Ana | 21/08/2006, 21:10

 
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Pois é, Ana. Se só nos resta a lembrança, que seja doce.

Beijos,

Leonardo | 21/08/2006, 21:13

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