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De vez em quando (e cada vez com mais frequência) fico pensando em largar tudo. Largar para trás o urbanismo massacrante, a poluição, o asfalto, o barulho de máquinas, o cinza, o mendigo, o pouco verde cercado, acuado. Largar o salário, a conta no Banco, os cartões de crédito e as contas. Largar a pôrra do computador, da internet, da tecnologia. Largar a avalanche interminável de informações que conscientemente ou não sou forçado a processar. Ir pro Nordeste Brasileiro.

Quem, como eu, já passou por altos e baixos, já pegou as trouxas e encarou um mundo novo deixando para trás laços, conquistas, segurança, referências e normalidade sabe bem do que estou falando. Sabe do preço na etiqueta. Mas sabe também que é factível, exequível e às vezes auto-compulsório.
Será que eu teria coragem? Pegar a Iara, dar uma banana pro mundo e viver de brisa? Todo dia processar o som do vento, do mar, a conversa do pescador... Será que eu me sentiria feliz? Em paz, talvez? Ou seria consumido pelo arrependimento, pela mesmice, pela ausência do inferno cotidiano? Será que é isso? Será que estou mesmo viciado em tecno-merda?

Será??
Eu também me pergunto...
E também sonho com uma praia paradisíaca, brisa suave e uma rede... Um lugar em que seja verão o ano inteiro!
Será que não dá pra conciliar?
Ana | 16/08/2006, 11:56
Ana, se o sujeito for milionário, dá... ![]()
replying tudo
Entao leonardo!
demorei pra responder...
pois a historia eh longa!
o andrey, o meu pirata (parafraseando tua sereia)
veio fazer doutorado aqui em musica e tecnologia. eu terminei o mestrado na concordia em artes plasticas e oi la, ca estamos, faz 2 anos!
vamos combinar um dia de conhecermo-nos todos: piratas e sereias!
alias, hoje de nopite vamos naquele espaco brasil. cedinho, tipo as 7.
aparecam!
Ei Bianca,
Vamos nos encontrar sim! Hoje, porém, não vai dar... ![]()
De qualquer forma, dê um pulo no meu profile para pegar meu e-mail e aí combinamos alguma coisa! 
Abraço,
Me too
È, Ana e Leonardo, parece que essas coisas passam pela cabeça de quase todo mundo. Gostei da expressão tecno-merda. Essa coisa que não se resolve em si mesma, que é só forma, que precisa de algo mais para ser útil e fazer alguma coisa de realmente bom nascer no mundo. Leo fala de que é preciso ser milionário. Tb é a primeira resposta que me ocorro. Depois fico me perguntando se não haveria alternativas. A verdade é que tenho medo de que essa imagem de felicidade seja só uma imagem, que não haja forma da gente viver sonhos que não são tão absurdos assim. Experimentar, pelo menos, sem criar novos problemas pra vida da gente. To falando assim porque to tão cansado de não acreditar na felicidade. To cansado de fingir que sou cool, não sou, sou romântico, piegas até (as vezes), e quero sim ser feliz neste mundo. Não sei como exatamente, mas deve ter um ou mais jeitos - lícitos e éticos - de se realizar isso.
Viajei na foto. Esses lugares fazem a gente sintonizar com a parte de paraíso que tem dentro da gente e fica procurando a contraparte no lado de fora.
Pois é Felipe, mas quando mencionei ser milionário não tinha nada a ver com felicidade. Ser milionário é solução apenas para alcançar o meio termo entre vida urbana e vida de brisa... Aliás, a cada dia que passa mais e mais quero ter dinheiro que seja suficiente apenas para dignidade.
Agora, o que você disse sobre experimentar... ah... seria um sonho! O problema é este grande gamble da vida... não dá para gerenciar risco tão facilmente. A vida coloca estas sacanagens em nossas mãos à medida em que envelhecemos. Escolhas sem leveza. Quer experimentar? Pule de cabeça! Sem saber onde vai dar, no escuro. E aí nos vemos assim... com medo, prisioneiros da cela que nós mesmos construimos. Cela da rotina, da estabilidade, da auto-crítica, do senso social.
O phoooda disto tudo é que me parece ser uma viagem sem retorno. Nunca dá prá voltar atrás e refazer as escolhas. É como se a tal felicidade só fosse possível aos ignorantes. Informação, dizem, é uma faca de dois gumes. Discordo! É de um gume só e arrebenta todo mundo por dentro, de Leonardo a Bill Gates.
Queria poder ir para uma praia destas conversar e conviver tanto com esta gente simples para ver se me lavo, se me purifico, se me livro desta tecno-merda. Mas não adianta... já está aqui, impresso no meu cérebro que não queima os neurônios que quero.
Leonardo | 16/08/2006, 23:34
pois é, Leo... eternamente insatisfeitos, esta é nossa condição humana. se vc largar tudo, vai sentir muita saudade de tudo isso.
ainda bem que eu sou apenas uma pintinha!!!
![]()
É, Leonardo, a grana é um veículo, um meio. Por si só ela não faz a gente feliz. A administração desses recursos em si tb não é nada simples.
E reconheço essa imagem que colocas de neurônios impressos. A gente se condiciona, a gente tem que se condicionar quando se lança de cabeça em qualquer coisa que a gente quer que dê certo. Isso tem o lado bom da conquista, mas as cicatrizes ficam mesmo.
E aí fica bem clara pra mim a idéia da faca de um gume só. O medo que dá na gente na hora de assumir riscos não é de maneira nenhuma infundado e o preço que a gente paga quando os assume as vezes é muito alto.
Acho que devemos aproveitar um pouco de tudo, no presente, para que não fiquemos amarrados àquela sensação de que se tivéssemos feito isso ou aquilo, estaríamos mais felizes. Penso que a felicidade é aproveitarmos as pequenas(?) coisas do cotidiano, como por exemplo, um dia de sol quando se está saturado ou não de tanta chuva.Por que quando o sol aparece, nesse caso, muitas pessoas não conseguem vê-lo/aproveitá-lo? Talvez porque estejam tão fechadas que nem percebem o dia maravilhoso lá fora. Mas também não dá pra só vivermos de brisa, claro que não.Dá pra equilibrarmos e não deixar pra ver/sentir o sol somente quando se tira férias, ou seja, no futuro. O hoje é o melhor lugar pra se viver, penso assim.
cida guilherme | 18/08/2006, 05:16
Vem!
vem
vem
tb acho isso tudo!
É isso mesmo!
Vamos largar essa porcaria!
Concordo...plenamente (baixinho)
bj(beijo)
Cynthia
Ahhhh Fiota, não fala assim não que eu vou, hein?!??! ![]()
ha ha ha ha ha
Cynthia | 25/08/2006, 13:37
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