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Taxista, profissão difícil. Por vezes perigosa, em outras, alegre. Dirigir no trânsito exponencialmente caótico das grandes capitais, especialmente as do Brasil, que exceto a Federal, nunca foram sequer pensadas, quiçá planejadas para o volume sempre crescente de veículos a lhes cortar de um lado a outro.
Boston, USA, 8 meses atrás
Tocou meu celular. Do outro lado da linha, retificando,
do outro lado da conexão (já imaginaram um celular
com linha?!), meu amigo Eric: "Hey Leo!! David here. Wazzup
man?? Estou no carro com a Mariam parado bem na porta do seu prédio.
Podemos subir?" Minutos depois abria a porta para este
casal de verdadeiros amigos.
Soltou um suspiro baixinho, mais um de vários nos últimos dois meses, tentando dar vazão àquela ansiedade que já nem lhe surpreendia mais, nem lhe desesperava mais e por isto mesmo, pela ausência do pânico trazia um quê de admiração própria, de...
Hey, YOU! Happy birthday!!! May *allllmost* all of your dreams come true.
Love,
Radiosamente, brilhava! Tinha luz própria. Sedutora, sexy. Suas curvas arredondadas, objetos de desejo, causadoras de atração imbatível a quem nelas ousasse os olhos repousar. Suaves aqui, sinuosas ali, convidavam à aventura.
Segue cega a vida. Cega de futuro, da invisibilidade do amanhã. Mas se o cérebro apaga até as mais doces lembranças, desta feita me vingo! Da memória não se apagarão o gosto de seu sexo, os sons de seus gemidos, as vibrações do seu gozo, o cheiro do seu choro.
Hoje, e sempre, lhe visto.
Ela caminhava. Um passo após o outro sem comando ou premeditação, apenas se faziam. O olhar vago, distante, os ouvidos tais quais escutassem ópera em vácuo, ou melhor... sons até se faziam reconhecer mas não demandavam autenticação ou...
Água mole, em pedra dura
tanto bate, até que fura
ou seja...
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